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Yoga pré e pós-parto

Yoga pré e pós-parto

Dukka, Maya e Ahimsa na maternidade

O sofrimento, a ilusão e a não violência

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Em momento algum uma prática regular de Yoga pós-parto (ou de outro tipo de Yoga) deve ser vista como um meio para alcançar uma determinada forma física. No caso da fase pós-parto, a forma física anterior a gravidez. O Yoga é mais do que isto, e na verdade não é isto. O Yoga não é uma imagem, o Yoga é uma forma de autoconhecimento e uma forma de transcender dukkha, o sofrimento.

 

O nascimento de um filho na vida de uma mulher (e de um homem) representa uma mudança de grande dimensão e alcance. Os desafios emocionais e físicos são muitos e difíceis e deve ser respeitado o tempo de adaptação da mãe, permitindo que esta tenha uma reconexão consigo e com as transformações que sofreu, quer no seu corpo, quer na sua vida e consequentemente uma conexão com o seu bebé.

 

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Antes de qualquer prática de Yoga no tapete é importante que a mãe tenha a plena consciência de maya, a ilusão. A ilusão que socialmente nos é mostrada, quer pelos testemunhos de outras pessoas que mostrada na internet através de um testemunho visual, muitas vezes altamente manipulado. A ilusão de uma maternidade, de uma mãe e de um bebé perfeitos. Esta é uma ilusão que pode conduzir a um grande sofrimento, dukkha, não porque as mães têm consciência desta ilusão, mas sim, de que não são capazes de alcançar tais padrões, acreditando que é nelas que está o problema.


Um dos primeiros passos é romper com esta ilusão! Não existem mães perfeitas capazes de dar conta de tudo, não existem bebés perfeitos que dormem a noite toda e que não choram. Não existe o voltar ao corpo de antes da gravidez porque simplesmente isso é impossível. Nós, o nosso corpo, a nossa vida está em constante mudança e transformação, e não seria de esperar o contrário. 

 

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Em nossas vidas, a mudança é inevitável. A perda é inevitável. A felicidade reside na nossa adaptabilidade em sobreviver a tudo de mau

Buda

 

Após ultrapassar esta ilusão o segundo passo é Ahimsa, a não violência. É importante que a mãe seja compassiva consigo mesma, com as suas transformações, com as suas dificuldades e numa prática pós-parto com as suas limitações e aceitar as adaptações necessárias. Não ser violenta nos seus pensamentos, na sua auto-exigência, distanciando-se das ilusões sociais e das suas próprias ilusões. 

 

O Yoga pós-parto e o Yoga na gravidez é uma prática de ahimsa, como, aliás qualquer pratica de Yoga. Respeita o corpo e o emocional da mulher, ajuda-a a caminhar nesta nova jornada e na sua transformação de forma compassiva e tranquila. É por isso uma ferramente importante que pode acompanhar a mulher no pós-parto e para o resto da sua vida. 

 

Namastê

 

 

Atenção

Uma prática de Yoga não é uma terapia. A prática de Yoga não inviabiliza um seguimento médico ou psicoterapêutico em nenhuma circunstância.

Antes de iniciar qualquer atividade fisica consulte o seu médico ou obstetra.

 

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